ALMA VENDIDA





 
 
 



 
Eu sou um germe sem alma
Sem princípio e sem amor
Sou um lixo flutuante
Na soberba do valor
Me vendo por um “tostão”
Principalmente a doutor!
 
Sou alma sem precisão
Me enganando nessa vida
Sou Money de um quinhão
Sou bolsa de rapariga
O que aprendi na “escola”
Foi vender a própria vida!
 
Sou lixo sem reciclagem
No computo do valor
Sou resto de porcaria
Das fezes que me gerou
Sou a sequela maldita
Da pobreza que sobrou!
 
Sou o soluço que sai
Do peito do roncador
Sou a mentira farsada
Orada pelo mentor
Que apregoa a maldade
Em detrimento ao amor!
 
A onde tiver vantagens
Estarei sempre por perto
Angariando meus “frutos”
Não importando se é certo
Pois, pra mim o que interessa:
É o usufruto concreto!
 
Vivo, no entanto, sonhando
Com o fogo da quimera
Para queimar minha alma
O vírus e a bactéria
Para pagar meus pecados
Dos que botei na miséria!
 
Patos, 25/07/2014
Anchieta Guerra
 

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