O COCADEIRO

Antonio Simões de Lucena, nascido em 15
de Junho de 1955, originário do sítio Recanto, em São José de Espinharas, PB.
Migrou para Patos em 1992.
Hoje, divorciado, pai
de seis filhos, todos estudando e prosperando na vida, como é o exemplo de um
deles, que enfileirou na carreira de Bombeiro, em Patos, Pb.
De uma simplicidade espantosa, ganha à
vida vendendo “cocada”, pois, conforme ele próprio diz: “criei meus filhos com
esse ramo”. O orgulho com que ostenta
essa frase, o enche de lágrimas nos olhos, é o reconhecimento da dignidade que
carrega consigo, dentro do peito; É o fruto de uma labuta diária, onde o mérito,
tem um único propósito: sobreviver de maneira digna e honesta, para que o
exemplo sirva de trapézio norteador, para os seus filhos.
Presto-lhe essa pequena homenagem, para
que saiba o quanto agradecemos por saber que ainda podemos dispor de pessoas do
seu tipo; da sua estirpe, demonstrando com suas atitudes, um exemplo de valor humano
muito raro hoje em dia. Parabéns, pois a cidade de Patos vai continuar lhe
abraçando e lhe acolhendo, como forma de reconhecimento do sua humildade. Você é um
valoroso exemplo de vida, luta, e de vitória. Avante!
O COCADEIRO
Nasci no sítio Recanto
Nas bandas de São José
Sou homem de muita luta
Abraçando a minha fé
Sou persistente na vida
Prá o que der e vier
Minha cocada é gostosa
Vivo sempre a cantar
É de côco com açúcar
Deguste para provar
Se não gostar me desculpe
Mas não precisa pagar
Vou seguindo pela vida
No dia a dia a lutar
Vendendo minha mistura
Com agrado do lugar
Meu doce é feito de coco
Experimente pra comprar
Tenho muita vontade
De um dia poder dizer:
O povo de Patos é bom
Eu só tenho agradecer
Na terra vendo cocada
E meu grande amor é você
Eu sei que o mundo é grande
E que existe outros lugar
Mas eu não tenho vontade
Dessa terra me mudar
Daqui ninguém me tira
Eu amo esse lugar!
Para lhe dizer a verdade
E o tema completar
Me encho de muito orgulho
Quando o reconhecimento há
Uma coisa tenho a certeza:
Eu amo esse lugar!
Patos,01/12/2012
Anchieta Guerra
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