A MÃO E O BARRO
A MÃO E O BARRO
Entrego-me
ao vazio sem nenhuma cerimonia, como se fosse normal. É tudo tão estranho, é
inefável esse momento, é uma energia “oca” sem nada pra exalar. Tudo fica sem aparência,
inerme, sem cor ou brilho.
O opaco semblante do “ar” expurga uma grande
sensação de mágoa e lamentação, que envolve o ambiente nesse momento de dor e sofrimento,
onde a tristeza campeia como se fosse a “mão” que esmaga o barro que nos
concebeu!
Esse momento
é o momento da perda, quando temos que superar a nós mesmos, quando buscamos
forças - lá não sem aonde, para tentamos fugir das sensações mórbidas e frias
que nos envolve e nos asfixia.
Contudo, é
nesse exato momento que devemos refletir sobre nossa existência, deduzindo, que nossa estada aqui é passageira,
de modo que, procuremos pelo menos, ser útil, já que somos um vivente temporário devemos cumprir com a tarefa que nos foi incumbida de forma exemplar, para que
sirvamos de exemplo aos “barros”, que ainda não foram esmagados pela ”mão” da Natureza!
Patos,Pb.
07/09/2012
Anchieta
Guerra.

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