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PEDRO LIBERAL E JOÃO PAULO

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                          Iniciei o ano triste Sem puras imaginações Perdi dois grandes colegas Que eu não esperava, não! Foram embora de repente Sem nenhuma explicação! Num momento tão festivo Com muitas comemorações Festejando com alegrias No clamor da emoções O nascimento de Cristo Em louvor as salvações! Assim, em pleno fervor Se foram deixando a gente Retirando dos seus rostos Aqueles sorrisos contentes Que brotavam em cada um Num discorrer displicentes! Nunca se sabe na vida O que pode acontecer Já que vivemos na ânsia Totalmente à mercê Dos desígnios naturais Que pode nos envolver! Essa pura realidade Não se dissipa ao léu Vivendo ao nosso redor Procurando nosso fel Espelhando para a gente A fragilidade cruel! Fica aqui minhas saudades No peito com emoção Sabendo que eles se foram Num clamor de comoções Deixando nas nossas...

MODUS OPERANDI ( A REDENÇÃO )

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A redenção de um homem Não pode se ensejar Nas coisas que acontece Quando pretende ganhar Uma vantagem insólita Para poder faturar! Não seria tão simbólico Buscar na via do lucro Pensando que só a soma Representa o estatuto Daquele que tem na vida A ganância de ter lucro! Nem sempre vale prezar Pela vantagem que se visa Já que não levamos nada Que ganhamos nessa vida Restando para os que ficam: O direito da divisa! No fulcro da redenção Cavalga o desprendimento Associado ao favor E também ao juramento Fazendo o bem ao próximo Sem ter hora nem momento! Numa atitude humilde Vem o poder da ação Revestida no seu elo De carinho e emoção Para servir ao próximo No âmbito da precisão! Do seu modus Operandi Brotará a redenção Que vai entoar na vida As cifras de uma canção Recheadas com sonetos Do cume da salvação! Patos, 13/02/2014 Anchieta Guerra

PAIXÃO PLATÔNICA

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Eu vi um homem gemer Se contorcendo de dor Gemendo com desespero Pelo mal que lhe causou Uma mulher produzida Que a ele enfeitiçou! Gemia como um enfermo No leito de um hospital A cada momento vivido O homem passava mal Se debatendo e gritando Num cenário infernal! Era uma cena bucólica Que refletia a paixão Introduzida na mente Daquele pobre irmão transformando a alma dele  No Choro da solidão! O desgosto era tão grande Que ele se debatia Buscando uma explicação Para aquela agonia Que lhe queimava a alma Por causa da fantasia! Acontece que o ser Na sua imaginação Cria fatos ou factoides Vivendo uma ilusão  Tentando com a fantasia Preencher o coração! Mas, eis que o tempo passou Pra sua rotina real Lhe trazendo à esperança Num processo natural   Agindo dali por diante De uma forma normal! Patos, 12/02/2014 Anchieta Guerra

DOIS HIPÓCRITAS E SEUS MESTRES

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Um sujeito magricelo De uma aparência cipó Juntou-se com outro cabra Mais ruim que um procotó Fazendo surgir assim: A ruindade numa só! São berços da hipocrisia Usando o nome de Deus Mas, as suas atitudes São méritos de fariseus Distribuindo suas maldades Com aval de Zé Bedel! São "carne e osso" em vida Formando o par da "razão" Seus métodos são do Demônio Superando Lampião Os "bichos" são às desgraças Das vísceras do coração! Assemelham-se em quase tudo No contexto da oração Rezando pela aparência No confisco da razão Fingindo pela oratória O teor da salvação! Assim, em métodos explícitos Vão enganando à toa Procurando sempre em vida Usufruírem numa boa Das oferendas políticas Em detrimento às pessoas! Essa pareia inseriu No seio de sua fé As figuras dos seus ídolos Para ganhar o que quer Figurando como seus mestres: Satanás e Capiroto, Boi-Zebú e Lúcifer! Patos, 04/01/2014 Anchieta Guerra.

O DESABAFO DE UM CACHORRO

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Eu queria saber quem sou eu e o que a minha espécie veio fazer aqui? Já que ando perambulando pelas ruas, sem ao menos ser respeitado. Sou chutado e escorraçado por muitos os "humanos". Parece que eles me odeiam. É como se eu fosse à pior coisa do mundo! Por isso, choro muitas vezes, por horas e horas. Ninguém imagina como é ruim passar fome, passar sede, viver doente, sem se quer ter um remédio para aliviar minhas dores e minhas coceiras, que sempre sagram! Além disso, somos, muitas vezes, enganados com alimentos envenenados, o que nos leva à óbitos! Esse é o tratamento que em geral, recebemos dos "humanos"! Sem falar, nos adjetivos que eles nos atribuem, comparando aqueles "humanos" de más índoles, com a gente, tratando eles de: cachorro, vira-lata, cachorro safado! E outros adjetivos! Será que um dia serei tratado como um ser vivo, que sente dor, fome e sede, e, que ainda, sente emoções e tem sentimentos? Talvez esse di...

O DOM QUE A LÍNGUA TEM!

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Tem gente que tem na língua O dom da falação Que usa sua saliva Para gerar inspiração Fazendo valer com isso O poder da sedução! Tem gente que tem na língua O dom da oratória Que usa sua saliva Para falar bem na hora Fazendo valer com isso Sua ascensão e a glória! Tem gente que tem na língua O dom da exibição Que usa sua saliva Para fazer ostentação Fazendo valer com isso O modo da aparição! Tem gente que tem na língua O dom do fazer de conta Que usa sua saliva Para evitar uma bronca Fazendo valer com isso O uso de uma tônica! Tem gente que tem na língua O dom de fazer o bem Que usa sua saliva Para relatar o que vem Fazendo valer com isso O poder que ela tem! Tem gente que tem na língua O dom de falar bem mal Que usa sua saliva Para querer ser o tal Fazendo valer com isso Uma ingerência real!   Patos, 30/01/2014 Anchieta Guerra

A PELOTA SE FOI!

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Completa hoje, um ano que a Pelota de Jessé, se foi!  Obstante a questão, restaram muitas saudades e lembranças. Muitos que ainda não tiveram conhecimento do acontecido, ficarão surpresos e estupefatos, visto que, foram anos e anos de momentos festivos e de reencontros dos amigos que residiam fora de Patos, mas  que, todos os anos retornavam a  sua terra torrão para reverem os amigos! Em solidariedade aos que mantém a saudade do ambiente e dos que ainda sentirão sua falta, fiz esse pequeno verso como forma de manter a saudade viva! A PELOTA DE JESSÉ Tal qual a dor que conota A saudade da Pelota Que o progresso levou Deixando marcado na gente Aqueles dias carentes Que por anos nos marcou! Vai-se, deixando saudades A gente de todas as idades Que no recinto pousou Degustando à poesia Da voz do dia-a-dia Que no ambiente ecoou! Ficará em todos nós A ressonância da voz De quem no ambiente pisou Deixando incutido nas plantas Um aroma de lembranças Qu...